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Falar com a Ezera

Fundador

Danilo Franza

Empresário antes de desenvolvedor. É isso que muda por onde a conversa começa.

Retrato de Danilo Franza
Danilo Franza, fundador da Ezera

A origem

Eu não cheguei à tecnologia pela tecnologia.

Cheguei pela consultoria comercial. São oito anos dentro da operação de outras empresas tentando entender por que o faturamento não crescia. E, na maioria das vezes, o problema não era mercado.

Era capacidade. A empresa tinha demanda e competência sobrando, e não conseguia entregar. O método existia, funcionava, e morava numa planilha, num Word e na cabeça de uma pessoa cara e difícil de repor.

Quando comecei a construir sistemas, o diagnóstico já vinha pronto. A tecnologia entrou como resposta a um problema que eu já sabia enxergar, não como solução procurando onde se encaixar.

Não é uma cabeça de desenvolvedor pensando arquitetura. É alguém que entende de negócio decidindo o que vale ser construído.

O que isso muda na prática

Três coisas que só acontecem quando quem projeta já teve as contas na mão.

A conversa começa em margem, capacidade e risco

Não em funcionalidade. Antes de qualquer tela, a pergunta é quanto tempo leva uma entrega hoje, quanto custa a hora de quem faz, e o que acontece com o negócio se essa pessoa parar.

O diagnóstico vem antes da solução

Existe uma fase de descoberta em que ninguém escreve código. Ela existe para descobrir se o gargalo é onde você acha que é, e às vezes não é.

Eu digo onde a tecnologia não entra

Nem todo gargalo se resolve com sistema. Dizer isso na primeira reunião custa contrato, e é o que separa fornecedor de parceiro.

Como eu trabalho

Estou à frente de cada projeto, e pretendo continuar.

Não existe comercial que fecha e some, nem briefing repassado para uma equipe que você nunca vê. A interlocução é direta com quem decide, do diagnóstico ao go-live, e continua depois na rotina de acompanhamento.

Isso é uma escolha de tamanho, não uma limitação temporária. A Ezera cresce em número de sistemas sob gestão, não em número de clientes simultâneos, porque atender bem uma carteira pequena é o que mantém a qualidade que faz o cliente voltar com o próximo projeto.

Na prática, o cliente conversa sobre a operação dele com alguém que também toca uma operação. As reuniões viram menos apresentação e mais discussão.

O que eu recuso

Duas coisas que não fazemos, mesmo pagando bem.

Trabalhar com quem constrange a própria equipe

Já aconteceu e a resposta foi não. O motivo é técnico antes de ser pessoal: sistema desenhado dentro de operação hostil não é adotado. As pessoas que precisam usar não colaboram na construção, e o que sobra é software caro que ninguém abre.

Construir dependência

A infraestrutura fica no nome do cliente e o código está sempre acessível. O que a gente constrói entra no patrimônio dele, não no nosso. Reter cliente por dificuldade de saída é um modelo que funciona, só não é o nosso.

Boa parte dos clientes virou amigo. Não é estratégia comercial, é consequência de trabalhar perto de gente que eu escolhi.

De onde vem a bagagem

Escrevi sobre empreender antes de construir sistemas para empreendedores.

Nada aqui é credencial de parede. Cada uma dessas coisas é a mesma tese aplicada em outro formato: entender o negócio primeiro, e só depois escolher a ferramenta.

Autor de dois livros

Guia do Empreendedor de Sucesso e Mestres do Networking, sobre empreendedorismo e relacionamento profissional.

Oito anos no comercial

Consultoria e estruturação de operação de vendas para empresas de portes e setores diferentes.

Ex-presidente do BNI Projeção

Em Santo André, dentro da maior rede de networking profissional do mundo.

Palestrante e apresentador

Palestras sobre IA e ganho operacional, e o Papo Visionário Podcast.

Onde me encontrar

Palestras, eventos e a mesa de reunião.

Falo sobre inteligência artificial, agentes e ganho operacional em eventos e encontros de empresários, sempre pelo ângulo de escala e margem, não pelo da ferramenta. É de lá que vem boa parte das conversas que viram projeto.

Atendo a partir de Santo André, no Grande ABC, presencialmente na região e remotamente no resto do país.

Vamos olhar o seu gargalo.

Uma conversa de trinta minutos costuma bastar para saber se existe teto de capacidade na sua operação e se tecnologia resolve. Se não resolver, eu digo.

Conversar sobre o seu gargalo